Somos cinco jogadores, um grupo de call sempre aberto e uma tradição de atirar primeiro no companheiro errado. Warzone, Siege e Tarkov, de terça a domingo, com pausa só quando alguém precisa fazer xixi.
CALL ABERTO
"Fogo amigo" na tropa não é acidente raro — é praticamente um esporte. Se você atirou em nós hoje, provavelmente foi um de nós.
A Tropa do Fogo Amigo começou como um grupo de cinco pessoas que se conheciam da vizinhança e resolveu tentar Warzone junto numa madrugada qualquer de 2022. Ninguém tinha microfone decente, ninguém sabia call de posição, e o resultado foi uma sequência de mortes entre companheiros de time que virou piada interna — e depois virou nome.
Hoje o grupo joga com mais organização, mas manteve o espírito: aqui ninguém é cobrado por errar. A tropa não disputa liga profissional nem promete virar organização com patrocínio. O objetivo sempre foi simples — ter um horário fixo na semana pra jogar com gente que você gosta de ouvir gritando no fone.
Cinco codinomes, cinco funções, um só grupo de call sempre lotado.
Sempre o primeiro a entrar na sala e o último a admitir que errou o tiro.
Joga de fone desligado e mesmo assim escuta passo em rotação inteira.
Morre de emboscada em quase todo raid e volta rindo mesmo assim.
Grita "vai, vai, vai" mesmo quando ninguém mais está indo.
Fala pouco no call, mas quando fala é pra avisar que já acertou.
Quatro amigos de um grupo de WhatsApp de bairro entram na mesma sala de Warzone. Dois morrem para o próprio time. A tropa nasce ali, sem querer.
Depois de uma granada jogada no lugar errado três vezes seguidas, alguém digita no chat "essa tropa só faz fogo amigo". O nome nunca mais saiu.
Inscrição de última hora num torneio comunitário de Siege. Saem na semifinal, mas voltam com a melhor história de call desastrado do ano.
A tropa continua pequena de propósito. Prefere jogar mal em boa companhia do que jogar bem em silêncio.